terça-feira, 21 de março de 2017

Resenha: Outlander - A Cruz de Fogo - Parte I - Diana Gabaldon - Editora Arqueiro

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Outlander - A Cruz de Fogo - Parte I
Autora: Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro
Categoria: Romance; Ficção Histórica
ISBN: 9788580416602
720 Páginas
1ª Edição - 2017


Sinopse

Uma história sobre lealdade.

O ano é 1771. Na Carolina do Norte, conserva-se a duras penas um frágil equilíbrio entre a aristocracia colonial e os esforçados pioneiros. E entre esses dois lados prestes a entrar em conflito está Jamie Fraser, um homem de honra exilado de sua amada Escócia. Convocado a liderar uma milícia para conter as insurgências, ele sabe que quebrar o juramento que fez à Coroa inglesa o tornará um traidor, mas mantê-lo será a certeza de sua ruína.

A guerra se aproxima, garantiu-lhe sua esposa, Claire Randall. E, mesmo não querendo acreditar nesse triste futuro, Jamie Fraser está ciente de que não pode ignorar o conhecimento que só uma viajante do tempo poderia ter. Afinal, a visão única de Claire já os colocou em risco, mas também lhes trouxe salvação.

A cruz de fogo é uma envolvente história sobre o empenho de Jamie em proteger sua família, construir uma comunidade e manter suas terras às vésperas de um conflito histórico. Nesses esforços, ele é ajudado por sua mulher, sua filha Brianna e seu genro Roger MacKenzie, que nasceram no século XX e agora tentam se adaptar à tortuosa vida do século XVIII.



A Cruz de Fogo é o quinto livro da série Outlander e mais uma vez Diana nos surpreende com algo totalmente novo do que já escreveu, mas ao mesmo tempo retoma velhas histórias.



terça-feira, 7 de março de 2017

Resenha: O Apanhador no Campo de Centeio - J.D. Salinger - Editora do Autor


O Apanhador no Campo de Centeio
Autor: J.D. Salinger
Editora: do Autor
Categoria: Drama Adolescente
ISBN: 9788587575012
208 Páginas
1º Edição – 1965


Sinopse

Um garoto americano de 16 anos relata com suas próprias palavras as experiências que ele atravessa durante os tempos de escola e depois, revela tudo o que se passa em sua cabeça. O que será que um adolescente pensa sobre seus pais, professores e amigos?




Olá, leitores! Hoje iremos falar sobre um dos maiores clássicos da literatura americana, que mesmo tendo sido lançado em 1951 permanece extremamente atual. Descobri esse livro aos 14 anos, de uma maneira inusitada; sou fã de The Beatles, e um dia estava lendo sobre o assassinato de John Lennon, e o artigo mencionou que o atirador carregava uma versão de bolso de O Apanhador no Campo de Centeio consigo. Dessa forma, fiquei curioso para lê-lo, mas só tive a oportunidade este ano, após ganha-lo como presente de Natal. Mas garanto que a espera valeu muito a pena.

O livro se passa em Dezembro de 1949 e conta a história de Holden Caulfield, um adolescente de 16 anos que estuda em um colégio interno no estado da Pensilvânia, nos EUA. Ele está prestes a ser expulso do colégio devido ao seu péssimo rendimento escolar; ele deve deixar o colégio em uma quarta-feira, dia em que começarão as férias de fim de ano. Entretanto, após se entediar com o local e as pessoas com quem convive lá, ele decide sair antes do prazo, ir sozinho para sua cidade natal (Nova York) e se hospedar em um hotel de lá até que a quarta-feira chegue, e então ele retornará para casa. Ao longo desses dias, Holden terá uma série de encontros com pessoas que fizeram ou fazem parte da sua vida, como sua irmã mais nova, uma antiga namorada e um professor de Inglês.

O protagonista Holden é um verdadeiro rebelde, daqueles que se encaixariam perfeitamente nas décadas de 60 e 70. Acrescido a isto, o personagem vive conflitos psicológicos causados tanto pela idade quanto pelos acontecimentos de sua vida. A maneira como estes são apresentados através da narrativa chamam a atenção pela maneira reflexiva, crua e direta, sem nenhum tipo de glamourização. J.D. Salinger foi capaz de criar uma obra atemporal, que explora de maneira complexa conceitos como identidade, vazio existencial e necessidade de conexão. Estes são sentidos em diferentes níveis, que vão desde a quase completa ausência física dos pais de Holden na narrativa ao momento em que, através de uma metáfora feita pelo protagonista, o título do livro é explicado.




Em relação aos encontros, gosto muito dos que não foram planejados, como o trecho em que Holden conversa com duas freiras em um café. Dos planejados, o melhor é, sem dúvidas, com Phoebe, a irmã mais nova do garoto. Ela é bastante esperta e é a personagem que melhor compreende os conflitos pelos quais seu irmão passa, e a única que se dispõe a tentar entende-los. Por último, destaco a presença não física de duas figuras importantes na vida do jovem rebelde: seu irmão Allie – cuja morte aos 11 anos o afetou consideravelmente; e Jane Gallagher – uma garota que ele conheceu na pré-adolescência e por quem nutre uma paixão não declarada. Ambos vivem a permear seus pensamentos, rendendo momentos emocionantes.

O Apanhador no Campo de Centeio é uma obra-prima que faz um retrato fidedigno da adolescência, através do olhar de um protagonista carismático e complexamente fascinante, e com questionamentos relevantes para diversas gerações de jovens. Encerro minha resenha com uma das melhores citações do livro, e que sintetiza meu sentimento ao escrever este texto:

A gente nunca devia contar nada a ninguém. Mal acaba de contar, a gente começa a sentir saudade de todo mundo.” - Holden Caulfield, P. 205

Até a próxima resenha!


quinta-feira, 2 de março de 2017

Resenha: As Aventuras de Sherlock Holmes - Arthur Conan Doyle - Editora Zahar



As Aventuras de Sherlock Holmes
Autor: Arthur Conan Doyle
Editora: Zahar
Categoria: Mistério
ISBN: 978-85-378-0725-5
415 Páginas
1º Edição – 2011


Sinopse

O cenário é Baker Street, virada do século XIX para o século XX em uma Inglaterra cavalheiresca e genial, ao mesmo tempo, problemática e ambígua. Sherlock Holmes é um famoso detetive, um tanto excêntrico, que tenta solucionar mistérios; sempre acompanhado por seu fiel escudeiro Watson. O livro traz os doze primeiros contos do autor, que foram publicados entre julho de 1891 a junho de 1892 na Strand Magazine.





Elementar, meus caros leitores! Hoje falaremos do detetive mais famoso do planeta. Criado pelo britânico Arthur Conan Doyle, o personagem Sherlock Holmes apareceu pela primeira vez no livro Um Estudo em Vermelho, publicado em 1887, e desde então apareceu em diversos meios escritos e também no entretenimento, com dramatizações em rádios, os filmes protagonizados por Robert Downey Jr e a série Sherlock. Porém, a primeira vez em que o excêntrico detetive ganhou notoriedade foi através de uma série de contos publicados por Doyle na revista londrina The Strand Magazine, entre 1891 e 1927.

O livro As Aventuras de Sherlock Holmes reúne os doze primeiros contos publicados na revista, narrados sob o ponto de vista de seu companheiro de aventuras, o Dr. John Watson. Em todos, Conan Doyle mostra seu brilhantismo para a condução de tramas criminais, comprovando quão inovadoras as histórias do detetive foram para a época. Todas elas são instigantes, em maior ou menor grau, e vêm acompanhadas de ilustrações feitas por Sidney Paget – que ilustrou todos os contos de Doyle para a Strand Magazine.

É interessante a maneira como a figura de Holmes surge para os olhos do leitor; sob o ponto de vista de Watson, a linha que separa Holmes do status de mente brilhante e boêmio irresponsável é tênue, tendo como ponto de ligação a excentricidade e o prazer pelos pequenos detalhes, pois nas palavras do detetive, os “crimes banais, sem nada que os distinga, é que são os mais intrigantes” (pág. 59). A famosa dupla formada pelo detetive e o médico mostra os dois como completos opostos: enquanto Watson é cerebral e foca na realização dos problemas, Holmes se atenta aos mínimos detalhes que passam despercebidos por todos e... não precisamos mencionar mais uma vez sua excentricidade, haha!

Dos doze contos, há três que considero como sendo os melhores: A Liga dos Cabeças Vermelhas – em que um homem relata sua estranha experiência com uma organização que o contratou por conta de seu cabelo ruivo; A Banda Malhada – em que uma jovem acredita que seu padrasto está tentando assassiná-la; e As Faias Acobreadas – em que uma jovem governanta procura Holmes para saber se deve aceitar uma incomum proposta de emprego. As três possuem conduções eletrizantes e desfechos surpreendentes e, no caso da primeira história, uma dose de humor envolvendo o mistério.

Poderia destacar também os contos Escândalo da Boêmia – que possui a presença da sensacional Irene Adler, que apesar de aparecer apenas nesta obra é usada e referenciada como o interesse romântico de Holmes em outras mídias; As Cinco Sementes de Laranja – que envolve a Ku Klux Klan; O Mistério do Vale Boscombe – em que um filho é acusado de assassinar o pai; e O Carbúnculo Azul – envolvendo o roubo de uma joia escondida na papa de um ganso. As outras cinco histórias que compõem o livro são Um Caso de Identidade, O Homem da Boca Torta, O Polegar do Engenheiro, O Nobre Solteirão e O Diadema de Berilos.

Em suma, recomendo As Aventuras de Sherlock Holmes especialmente para aqueles que se apaixonaram pelo personagem em outras mídias e para os fãs de histórias de investigação. Contudo, mesmo os não adeptos de literatura criminal serão capazes de reconhecer a genialidade presente no livro, com histórias repletas de sagacidade vividas por uma das figuras mais famosas da literatura e seu eterno parceiro.  

Até a próxima resenha!



 
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